sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

DESENHANDO O QUE VÊ - pequenos traduzem para o papel cenário feito com frutas. 08/04/2009

Dito e feito. Depois dos pequenos terem entregue o tema que ficou da aula passada, Iniciamos a terceira proposta de trabalho prático: o desenho por observação.


Antes da oficina, combinamos de levar para a turma algumas frutas: quatro maçãs, três bananas, quatro limões, e um pote com pincéis. O intuito era montar um cenário para que os alunos pudessem produzir , através de seus desenhos, o que olhavam à sua frente. Montamos as frutas uma ao lado da outra e algumas delas atrás.





















Depois de montado a paisagem morta e explicado a origem deste termo para os alunos, os pequenos botaram a mão no lápis.


No primeiro desenho de cada aluno, reparamos que eles retratavam as frutas uma ao lado da outra ou separadas. Notamos que se preocupavam em reproduzir as frutas separadamente e não o cenário realmente como era. Alguns poucos que demostraram alguma noção de proporção ou profundidade desenhando realmente o que viam.



Após algumas explicações individuais, com o auxílio de esboços, as crianças já conseguiam desenhar as frutas uma a frente da outra, retratando o conceito de profundidade. Outro conceito trabalhado com eles foi a idéia de proporção. Retratavam as mesmas frutas: três limões, uns maiores que os outros. A medida que produziam, era nítida sua assimilação com a cenário e sua vontade de melhorar o desenho que faziam, tentando ficar parecido com o que viam.
















Nesta oficina os alunos demonstraram-se bastante empolgados e produtivos, um aluno desenhou oito vezes sua paisagem. Após o termino da atividade encerramos a oficina. A partir deste dia decidimos que aulas práticas renderiam bem mais que apenas aulas teóricas. Levando em conta a idade das crianças, elas iriam absorver mais o conteúdo praticando, do que apenas apresentando o mesmo de forma teórica.

ILUSTRAÇÃO - a segunda prática artística. 01/04/2009

A recepção da turma se mantinha a mesma quando chegávamos na sala de aula. Neste dia executamos a segunda atividade prática. Procuramos fixar nos alunos o primeiro dos tipos de trabalhos artísticos realizados em jornais e revistas: a ilustração.


Sabendo que para se produzir uma ilustração é preciso que a idéia do desenho parta da leitura de um determinado texto, nesta atividade escolhemos o conto “O gigante egoísta” do autor Oscar Wilde.



Na sala de aula organizamos a turma em um circulo e foi realizada a leitura em voz alta para os alunos. Depois de uma calorosa salva de palmas, as crianças começaram a produzir suas ilustrações.
















Em alguns casos eles procuraram dar mais ênfase no cenário a qual o conto acontece. A maioria dos alunos representou o personagem principal: o gigante e o menino. Em outros desenhos notamos a presença de elementos que não continham na história, fruto da imaginação dos autores.




































Como havia sido combinado, antes da oficina selecionamos também o conto “O corvo vaidoso” para que as crianças lessem e ilustrassem o mesmo em casa, como tema. Por achar melhor, a própria professora da turma se comprometeu em trabalhar o conto com os alunos.

No final da oficina oferecemos fanzines de minha própria autoria para as crianças que entregassem as ilustrações no próximo encontro.