Antes da oficina, combinamos de levar para a turma algumas frutas: quatro maçãs, três bananas, quatro limões, e um pote com pincéis. O intuito era montar um cenário para que os alunos pudessem produzir , através de seus desenhos, o que olhavam à sua frente. Montamos as frutas uma ao lado da outra e algumas delas atrás.

Depois de montado a paisagem morta e explicado a origem deste termo para os alunos, os pequenos botaram a mão no lápis.

No primeiro desenho de cada aluno, reparamos que eles retratavam as frutas uma ao lado da outra ou separadas. Notamos que se preocupavam em reproduzir as frutas separadamente e não o cenário realmente como era. Alguns poucos que demostraram alguma noção de proporção ou profundidade desenhando realmente o que viam.

Após algumas explicações individuais, com o auxílio de esboços, as crianças já conseguiam desenhar as frutas uma a frente da outra, retratando o conceito de profundidade. Outro conceito trabalhado com eles foi a idéia de proporção. Retratavam as mesmas frutas: três limões, uns maiores que os outros. A medida que produziam, era nítida sua assimilação com a cenário e sua vontade de melhorar o desenho que faziam, tentando ficar parecido com o que viam.


Nesta oficina os alunos demonstraram-se bastante empolgados e produtivos, um aluno desenhou oito vezes sua paisagem. Após o termino da atividade encerramos a oficina. A partir deste dia decidimos que aulas práticas renderiam bem mais que apenas aulas teóricas. Levando em conta a idade das crianças, elas iriam absorver mais o conteúdo praticando, do que apenas apresentando o mesmo de forma teórica.
Nenhum comentário:
Postar um comentário